O Morro dos Ventos Uivantes, escrito por Emily Brontë; tradução de Oscar Mendes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
Escrever à margem, colocar bandeiras para marcar a página, usar marca texto para sinalizar uma passagem. Terminar a leitura, folhear as páginas, manusear e observar o livro. Nada disso parece suficiente para reter para si um clássico. Este texto, inclusive, não é suficiente para esgotar o que tirei de Morro dos Ventos Uivantes. A estrutura do livro me surpreendeu por si só. Não acompanhamos o ponto de vista de nenhuma parte do famoso casal que norteia o livro, mas uma terceira pessoa, uma ama que acompanha o crescimento dos jovens personagens até a morte de cada um, sobrevivendo a todas intempéries que acontecem na família. E, além disso, ela retoma o passado – toda a desgraça que tinha para acontecer, já ocorreu no primeiro capítulo; e tentamos descobrir junto ao protagonista, o sr. Lockwood, o inquilino de uma das casas, como a história se levou àquele ponto. Nelly Dean, a empregada narradora, foi uma boa surpresa. Dotada da razão (diferente dos demais personagens que seguem purament...